Atualmente a companhia opera o primeiro acordo do tipo no país na Estrada de Ferro Vitória a Minas
A VLI Logística avalia expandir sua atuação como Agente Transportador Ferroviário de Cargas (ATF-C) para outras malhas ferroviárias do país, para além da operação na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), administrada pela Vale. A companhia conseguiu o registro como ATF-C na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) há dois anos e no ano passado começou a operar na EFVM neste modelo.
Antes de ser ATF-C, o transporte de carga da VLI no Corredor Leste da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) “trocava de mãos” quando chegava na EFVM - a partir dali, a carga era transportada por locomotivas e equipes da Vale. Agora, profissionais e material rodante da VLI operam o serviço diretamente ao longo da EFVM. O novo arranjo aumenta a eficiência do transporte de cargas, já que resulta em redução de paradas operacionais. Este foi o primeiro Acordo de Transporte Ferroviário (ATF) feito dentro do País.
O registro concedido pela ANTT possibilita a VLI negociar a entrada das suas locomotivas em malhas ferroviárias de outros players do setor, como MRS e Rumo, além da própria Vale, por meio de Contrato Operacional Específico (COE). O COE permite a VLI acessar, mediante compartilhamento, trechos ferroviários para fins de execução do transporte de suas cargas.
Somente para o ATF na EFVM a companhia adquiriu 43 locomotivas e 1.040 vagões da mineradora por R$ 380 milhões, além de sete locomotivas da Wabtec Corporation, com fábrica em Contagem, na Grande BH, por R$ 150 milhões. Outros R$ 70 milhões estavam previstos para adequações das instalações utilizadas no transporte de carga. Ao todo, o novo tipo de operação resultou em investimentos da ordem de R$ 600 milhões.
Em evento na fábrica da Wabtec, que marcou a entrega da última das sete locomotivas adquiridas para a operação como ATF-C, o CEO da VLI, Fábio Marchiori, afirmou que o acordo na EFVM é um teste para mostrar “que existem outros modelos ferroviários possíveis”, com outras ferrovias entrando na área do concessionário, o que aumenta a competitividade das transportadoras.
Caso o “teste” na Estrada de Ferro Vitória a Minas tenha sucesso, destaca Marchiori, a VLI está atenta para expandir a atuação como Agente Transportador em outras ferrovias. A estimativa da companhia é que a estruturação completa do ATF na EFVM ocorra até o segundo semestre deste ano.
“Sim, com certeza a gente olha outras oportunidades dentro da malha brasileira para operar com o ATF, mas nós queremos primeiro fazer esse caso dar certo e ter muito sucesso. Por isso nós contratamos 700 pessoas na região entre Minas Gerais e Espírito Santo, onde se localiza esse ATF, por isso nós estamos comprando as locomotivas e treinando pessoas”, declarou o CEO da VLI.
Renovação da FCA
A companhia de logística vive um momento de grande expectativa. Na próxima semana, a ANTT vai aprovar o acordo entre Ministério dos Transportes e VLI pela renovação antecipada da concessão da FCA. Em seguida, a agência vai encaminhar o processo para análise do Tribunal de Contas da União (TCU).
O aval do TCU é o último passo antes da assinatura da renovação da concessão da VLI, que vence em agosto deste ano. Pelo novo acordo, a companhia vai administrar a FCA até 2056. A VLI deverá investir R$ 24 bilhões ao longo da nova concessão, que deverá contar com outros R$ 10 bilhões em investimentos adicionais por parte do governo federal.
A Ferrovia Centro-Atlântica é a maior linha férrea em extensão do Brasil, com 7,2 mil quilômetros (km) ao longo de sete estados e o Distrito Federal (DF). Além de Minas Gerais, a FCA passa pela Bahia, Espírito Santo, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe. A FCA é responsável por cerca de 65,3% das 61,2 milhões de toneladas de cargas transportadas pela VLI em todas suas ferrovias.
A concessionária pediu a devolução de trechos da malha considerados antieconômicos. O novo contrato prevê a devolução de mais de 3 mil km de ferrovia não utilizados, trechos que serão devolvidos à União e deverão ser oferecidos a outros operadores, por meio de chamamento público ou novas concessões. Até o momento, a nova concessão da FCA deve englobar 5,8 mil km, ao invés dos 7,2 mil km atuais.
O aval do TCU é o último passo antes da assinatura da renovação da concessão da VLI, que vence em agosto deste ano. Pelo novo acordo, a companhia vai administrar a FCA até 2056. A VLI deverá investir R$ 24 bilhões ao longo da nova concessão, que deverá contar com outros R$ 10 bilhões em investimentos adicionais por parte do governo federal.
A Ferrovia Centro-Atlântica é a maior linha férrea em extensão do Brasil, com 7,2 mil quilômetros (km) ao longo de sete estados e o Distrito Federal (DF). Além de Minas Gerais, a FCA passa pela Bahia, Espírito Santo, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e Sergipe. A FCA é responsável por cerca de 65,3% das 61,2 milhões de toneladas de cargas transportadas pela VLI em todas suas ferrovias.
A concessionária pediu a devolução de trechos da malha considerados antieconômicos. O novo contrato prevê a devolução de mais de 3 mil km de ferrovia não utilizados, trechos que serão devolvidos à União e deverão ser oferecidos a outros operadores, por meio de chamamento público ou novas concessões. Até o momento, a nova concessão da FCA deve englobar 5,8 mil km, ao invés dos 7,2 mil km atuais.



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